A Petrobras, estatal brasileira de petróleo, anunciou nesta quarta-feira investimentos superiores a 2,8 bilhões de reais (US$ 560 milhões) no estado do Amazonas até 2030. Esses investimentos serão destinados à expansão da produção de gás natural no campo de Urucu e ao fortalecimento da logística de combustíveis fluviais na região amazônica.
O pacote de investimentos foi apresentado em Manaus, durante evento liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, juntamente com a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, e o presidente da Transpetro, Sérgio Bacci.
Segundo a Petrobras, aproximadamente 2,5 bilhões de reais (US$ 500 milhões) serão destinados ao campo de petróleo de Urucu, localizado no município amazônico de Coari, considerado a maior província produtora de petróleo em terra do Brasil. Os recursos financiarão a perfuração de novos poços e a expansão da infraestrutura de extração de petróleo e gás natural.
A estatal Petrobras planeja perfurar 22 novos poços entre 2026 e 2030 para compensar o declínio natural de campos mais antigos e manter o fornecimento de energia para a região norte do país.
A Petrobras estima que os novos investimentos aumentarão a produção na região amazônica e garantirão o fornecimento de gás natural para Manaus e outros municípios do Amazonas. Atualmente, o gás produzido em Urucu supre grande parte da geração de energia termelétrica na capital amazônica.
O plano também inclui investimentos de mais de 300 milhões de reais (aproximadamente US$ 60 milhões) para a construção de 18 barcaças para o transporte de combustível para portos brasileiros. As embarcações serão construídas no estaleiro Bertolini, no Amazonas, como parte de um programa de modernização logística da Transpetro.
As empresas indicaram que os projetos devem gerar milhares de empregos diretos e indiretos no estado e fortalecer a indústria naval regional.
A região de Urucu, rica em petróleo, localizada a cerca de 650 quilômetros de Manaus e cercada pela floresta amazônica, é uma das principais áreas produtoras de petróleo e gás em terra do Brasil. A região opera sem acesso rodoviário para minimizar o impacto ambiental e preservar a floresta tropical.