A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, expressou preocupação na quinta-feira após o parlamento japonês aprovar uma lei para criar um conselho nacional de inteligência.
O conselho será presidido pela primeira-ministra do Japão, tendo um departamento nacional de inteligência como seu braço operacional, consolidando as funções fragmentadas de inteligência do país sob um comando unificado.
A China está preocupada com os desdobramentos relevantes que geraram controvérsias e ceticismo tanto dentro quanto fora do Japão, disse Mao em uma coletiva de imprensa regular.
Historicamente, as agências de inteligência japonesas ajudaram a preparar o terreno para o militarismo do Japão e suas guerras de agressão, e cometeram inúmeros crimes contra os países asiáticos vizinhos e o próprio povo japonês, disse ela, instando os líderes japoneses a aprenderem com a história e agirem com prudência.
Alguns especialistas japoneses apontaram que a medida pode obscurecer os limites da segurança nacional e ser usada para construir um sistema abrangente de preparação para a guerra, afirmou ela.
Pessoas com conhecimento do assunto também destacaram que não se trata apenas de um assunto interno do Japão, mas também de um assunto importante relacionado ao sistema constitucional e às políticas de segurança interna e externa, acrescentou ela.