
A reativação e rápida ascensão do complexo militar-industrial do Japão representam outro grande desenvolvimento na aceleração da remilitarização do país, suscitando preocupações generalizadas tanto no Japão quanto na comunidade internacional, disse na última sexta-feira a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning.
Mao fez essas declarações em uma coletiva de imprensa regular em resposta a uma pergunta sobre reportagens da mídia de que as encomendas do ministério da defesa do Japão triplicaram nos últimos cinco anos e representaram metade das encomendas de compras públicas do governo no ano fiscal 2025.
Mao afirmou que o governo japonês continua flexibilizando restrições e oferecendo apoio à sua indústria militar por meio da alocação de mais fundos, aumento do apoio institucional e flexibilização das restrições à exportação. Altos funcionários do governo japonês não poupam esforços para promover a venda de armas no mundo, na tentativa de desenvolver a indústria militar como um pilar econômico da nação, disse ela.
"Isso contraria a imagem autoproclamada do Japão como uma 'nação pacifista'", disse Mao.
Segundo Mao, uma série de instrumentos internacionais juridicamente vinculativos, incluindo a Declaração do Cairo, a Proclamação de Potsdam e o Instrumento de Rendição do Japão, exige explicitamente que o Japão seja completamente desarmado e não mantenha indústrias que lhe permitiriam se rearmar para a guerra.
O orçamento do governo, que deveria ter sido usado para melhorar o bem-estar das pessoas, agora é usado para encomendas militares. Linhas de produção que deveriam ter sido usadas para fabricar eletrodomésticos agora estão produzindo armas letais, disse ela.
"O Japão pretende retornar ao caminho da expansão militarista? Todos os povos amantes da paz no mundo, incluindo o povo japonês, devem permanecer em alerta máximo", disse Mao.