Ren Antai
Recentemente, uma nova onda de surtos de ebola surgiu na República Democrática do Congo e em Uganda, despertando grande apreensão da comunidade internacional. O governo chinês decidiu fornecer ajuda humanitária emergencial, sendo que o primeiro grupo de especialistas médicos chineses enviados para apoiar no combate à epidemia já partiu para o país. Em Uganda, a 25ª equipe médica chinesa em missão no país também ativou seus planos de resposta emergencial.
A sinceridade e as ações dessa ajuda que atravessa milhares de quilômetros demonstram ao mundo uma comunidade internacional unida pela solidariedade e pelo destino compartilhado. Revelam também uma China disposta a assumir responsabilidades e a contribuir de forma altruista, transmitindo confiança e força aos países africanos na luta contra o ebola.
Recentemente, Zhang Junqiao, ex-chefe e secretário do comitê partidário temporário da 27ª equipe médica chinesa enviada à Tanzânia, foi incluído na lista de candidatos a uma importante homenagem nacional. Há um ano, na cidade portuária de Dar es Salaam, na Tanzânia, Zhang perdeu a vida ao tentar salvar pessoas que se afogavam. Seu sacrifício tornou-se um símbolo do espírito das equipes médicas chinesas: enfrentar dificuldades sem hesitação, dedicar-se ao próximo, salvar vidas e praticar uma solidariedade sem fronteiras.
Quanto maiores os desafios, mais evidente se torna o valor da ajuda mútua. Atualmente, a China mantém 45 equipes médicas, com mais de 900 profissionais, em 44 países africanos. Esta não é a primeira vez que o país se mobiliza diante de uma crise de saúde pública no continente. Em 2014, quando o ebola devastava partes da África e muitos países retiravam suas missões médicas da região, as equipes chinesas seguiram na direção oposta, entrando nas áreas afetadas e contribuindo significativamente para o controle da doença. Os fatos demonstram repetidamente que a cooperação e a solidariedade, e não o isolamento e as barreiras, são o caminho para a humanidade superar grandes epidemias.
Durante muito tempo, diversos países africanos enfrentaram fragilidades em seus sistemas de saúde, com recursos limitados para prevenção e controle de doenças. O valor da assistência chinesa também está em ir além do simples fornecimento de ajuda emergencial, combinando ações imediatas com o estabelecimento de capacidades duradouras. O objetivo é criar uma estrutura médica sustentável que permaneça após o término das missões de assistência. Isso inclui a construção de hospitais e centros de saúde padronizados, o fortalecimento da infraestrutura de prevenção de epidemias, a realização de treinamentos regulares para profissionais locais, a transferência de conhecimentos médicos e experiências de controle sanitário, além da formação de novos talentos para reduzir a escassez de profissionais de saúde. Com visão estratégica, essa cooperação busca lançar as bases para o desenvolvimento de longo prazo da saúde pública na África.
Trata-se não apenas de fornecer recursos, mas também de compartilhar conhecimentos e capacitar parceiros. A assistência sanitária chinesa nunca foi concebida como uma caridade paternalista, mas como uma construção conjunta entre parceiros. O envio de especialistas e suprimentos médicos ajuda a enfrentar crises imediatas; a cooperação com a Comissão da União Africana fortalece a coordenação regional. Mecanismos mais integrados de colaboração contribuem para uma resposta global mais eficaz às emergências de saúde pública. Essa abordagem, apresentada pela China como uma proposta para uma comunidade global de saúde, busca oferecer ideias para o aprimoramento da governança sanitária internacional e para a recuperação dos danos causados por epidemias e crises.
A humanidade não dispõe de um “segundo planeta” para onde possa escapar. Um futuro melhor não surgirá por conta própria. Ele precisa ser construído por meio de esforços conjuntos. A participação da China no combate às epidemias na África é apresentada como uma expressão concreta da parceria sino-africana e de uma visão de destino compartilhado. Também busca demonstrar uma imagem de país comprometido com a confiança, a amizade, a justiça e a responsabilidade internacional, refletindo os valores de cooperação e de promoção da paz defendidos pelo povo chinês.
À medida que a história segue seu curso, as histórias de solidariedade, cooperação e apoio mútuo entre os povos continuarão a ocupar um lugar de destaque na memória da humanidade e no progresso da civilização.