
O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, também membro do Birô Político do Comitê Central do Partido Comunista da China, afirmou no sábado que suas conversações com a ministra das Relações Exteriores da Mongólia, Batmunkh Battsetseg, resultaram em um amplo consenso sobre as relações bilaterais e a cooperação regional.
Ambos os lados concordaram que, em meio a um ambiente internacional turbulento e a desafios globais cada vez mais complexos, a China e a Mongólia devem permanecer unidas sob quaisquer circunstâncias e continuar trabalhando para construir uma comunidade China-Mongólia com um futuro compartilhado, caracterizada pela coexistência pacífica, apoio mútuo e cooperação mutuamente benéfica, disse Wang aos repórteres em uma coletiva de imprensa conjunta com Battsetseg.
Os dois países reafirmaram seu respeito mútuo pela independência, soberania e integridade territorial um do outro, bem como seu compromisso em respeitar os interesses fundamentais, as principais preocupações e os caminhos de desenvolvimento escolhidos por cada um.
A China expressou seu apreço pela adesão da Mongólia ao princípio de Uma Só China, sua oposição a qualquer forma de "independência de Taiwan" e seu apoio às posições da China em questões relacionadas a Taiwan, Hong Kong, Xinjiang e Xizang.
Wang observou que, segundo instituições internacionais, cada aumento de um ponto percentual no crescimento econômico da China contribui para um aumento de 4% nas exportações da Mongólia e de 0,6% no crescimento econômico do país. Ele afirmou que isso demonstra a forte complementaridade e os estreitos laços econômicos entre os dois países.
Ele acrescentou que a segunda ferrovia transfronteiriça ligando a China e a Mongólia está atualmente em construção e deve se tornar outro importante corredor de conectividade entre os dois países. A China, disse Wang, continua sendo um parceiro confiável e seguro para a Mongólia e continuará a oferecer apoio sempre que a Mongólia mais precisar.
Wang observou que a modernização é um objetivo compartilhado para ambos os países. Olhando para o futuro, os dois lados promoverão o alinhamento da Iniciativa Cinturão e Rota com a estratégia de desenvolvimento "Caminho da Pradaria" da Mongólia, aprofundarão o intercâmbio de experiências em governança, explorarão oportunidades de cooperação em setores emergentes e buscarão conjuntamente caminhos de modernização adequados às respectivas condições nacionais.
Tanto a China quanto a Mongólia, disse ele, são forças construtivas para a paz, a estabilidade e o desenvolvimento globais. Os dois países estão dispostos a fortalecer a coordenação em assuntos regionais e internacionais e a trabalhar juntos para salvaguardar os interesses comuns das nações em desenvolvimento.
As duas partes também concordaram em defender os objetivos e princípios da Carta das Nações Unidas, salvaguardar os resultados vitoriosos da Segunda Guerra Mundial, opor-se a todas as formas de fascismo e militarismo e rejeitar quaisquer palavras ou ações que busquem distorcer ou reverter o curso da história.
Além disso, ambos os países concordaram em reforçar a coordenação no âmbito de fóruns multilaterais, como a Organização de Cooperação de Shanghai e a Cooperação Econômica Ásia-Pacífico, para promover conjuntamente a estabilidade, o desenvolvimento e a cooperação regionais.