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China continuará a colaborar com Paquistão para restauração rápida da paz no Oriente Médio, diz chanceler chinês

Fonte: Xinhua    17.06.2026 13h31

A China está pronta para trabalhar com o Paquistão a fim de promover continuamente a paz e o diálogo, e continuar se empenhando pela restauração rápida da paz, da estabilidade e do desenvolvimento no Oriente Médio, afirmou na terça-feira o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi.

Wang, também membro do Birô Político do Comitê Central do Partido Comunista da China, fez essas declarações durante uma conversa por telefone com o vice-primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Mohammad Ishaq Dar.

Dar apresentou um resumo da situação do memorando de entendimento (MoU) da primeira fase firmado entre o Irã e os Estados Unidos, expressando gratidão à China por manter uma comunicação estreita com o Paquistão nos últimos meses e por oferecer apoio valioso aos esforços de mediação do Paquistão.

O lado paquistanês espera continuar a comunicação e a coordenação com o lado chinês, mantendo o atual ímpeto das negociações de paz e desempenhando conjuntamente um papel positivo na conquista de paz e estabilidade duradouras na região, acrescentou Dar.

Wang parabenizou o Paquistão por facilitar o MoU da primeira fase entre o Irã e os EUA e enfatizou que trabalhar pela paz é uma responsabilidade internacional compartilhada por todos os países, incluindo a China e o Paquistão.

Enquanto houver esperança de paz, todo esforço vale a pena, afirmou ele.

Desde o início da guerra, a China tem dialogado com todas as partes e promovido ativamente um cessar-fogo e negociações de paz, observou Wang. Desde o início, a China tem apoiado firmemente o Paquistão e enfatizado a todas as partes que o Paquistão é um mediador confiável, disse ele, acrescentando que a China também tem se envolvido separadamente com o Irã e os EUA à sua maneira.

Citando um ditado chinês: "Em uma jornada de cem quilômetros, chegar a noventa é apenas metade do caminho", Wang observou que o consenso atual está longe de ser o ponto final, mas sim um novo ponto de partida, e que a paz duradoura no Oriente Médio e na região do Golfo ainda exige esforços contínuos de todas as partes.

É previsível que, em comparação à primeira fase de negociações, a segunda fase seja ainda mais difícil. No entanto, a China acredita que não deve haver retrocesso, muito menos qualquer retorno ao uso da força, disse ele.

A comunidade internacional deve apoiar ainda mais as negociações entre o Irã e os EUA, e as instituições multilaterais, incluindo o Conselho de Segurança das Nações Unidas, também devem desempenhar um papel mais importante, disse Wang.

A China tem defendido consistentemente que os países da região devem assumir o controle de seu futuro e destino, e espera explorar, por meio do diálogo e da consulta, uma arquitetura de paz e segurança na qual todos os países da região participem conjuntamente, afirmou ele.

Uma vez aberta a porta para a paz, ela não deve ser fechada novamente, disse Wang, acrescentando que o Oriente Médio foi profundamente marcado pela guerra e que seu povo merece a paz.

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