Um porta-voz da defesa da China criticou na quinta-feira o Japão e as Filipinas por lançar unilateralmente as chamadas negociações de delimitação marítima, sem consultar a China.
Tais negociações violaram gravemente o direito internacional, incluindo a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, bem como as normas básicas que regem as relações internacionais, e infringiram seriamente os direitos e interesses marítimos da China, afirmou Zhang Xiaogang, porta-voz do Ministério da Defesa Nacional da China.
Zhang fez essas declarações em uma coletiva de imprensa em resposta a uma pergunta sobre as negociações anteriores entre o Japão e as Filipinas a respeito de suas chamadas zonas econômicas exclusivas, durante as quais a China realizou operações de aplicação da lei nas águas a leste da ilha de Taiwan, o que, conforme os escritórios de representação dos Estados Unidos, do Reino Unido, da França e da Alemanha na ilha, estava agravando as tensões regionais.
A área marítima que o Japão e as Filipinas proclamaram como objeto de sua proposta delimitação fronteiriça situa-se a leste da ilha de Taiwan, na China, e a China possui sua zona econômica exclusiva e plataforma continental nessas águas, destacou Zhang.
Segundo o porta-voz, as patrulhas de aplicação da lei da China nas águas relevantes foram legítimas, justificadas e necessárias, e constituíram uma medida legítima para salvaguardar a soberania territorial e os direitos e interesses marítimos do país.
O critério para julgar o que é certo e errado não é quem fala mais alto. Nessa questão, são o Japão e as Filipinas que cometeram violações e provocações, e reunir aliados para exercer pressão sobre a China não vai funcionar, disse Zhang.