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Uma celebração da cultura brasileira em Beijing: terceira Festa Junina reforça intercâmbio cultural entre Brasil e China

Fonte: Diário do Povo Online    29.06.2026 11h03

Por Fu Yuanyuan

A terceira Festa Junina de Beijing foi realizada no sábado (27), reunindo cerca de 500 participantes do Brasil, da China e de diversos outros países. Promovido pelo Conselho de Cidadãos Brasileiros de Beijing, o evento integrou pela primeira vez a programação oficial do Ano Cultural Brasil-China, proporcionando ao público uma imersão em uma das mais tradicionais manifestações da cultura brasileira.

A terceira Festa Junina de Beijing foi realizada em 27 de junho. Foto: Fu Yuanyuan, Diário do Povo Online

Com raízes nas antigas celebrações do solstício de verão na Europa, a Festa Junina foi posteriormente incorporada à tradição cristã e chegou ao Brasil durante o período colonial. Ao longo dos séculos, a festividade ganhou características próprias, incorporando elementos das culturas indígena, africana e rural brasileira, tornando-se um dos maiores símbolos da identidade cultural do país. Bandeirinhas, fogueiras, quadrilhas, comidas típicas à base de milho e amendoim e o forró fazem parte das celebrações realizadas em todo o Brasil.

Para o diretor-executivo do Conselho de Cidadãos Brasileiros de Beijing, Rafael Henrique Zerbetto, preservar a tradição da Festa Junina no exterior fortalece os laços da comunidade brasileira e cria novas oportunidades de intercâmbio cultural entre brasileiros e chineses.

"É uma forma de integrar a comunidade brasileira e, ao mesmo tempo, também é uma maneira muito interessante de mostrar a cultura brasileira para o chinês e integrar com a comunidade chinesa", explicou ele.

Participantes dançam a tradicional quadrilha durante a terceira Festa Junina de Beijing, em 27 de junho. Foto: Fu Yuanyuan, Diário do Povo Online

Segundo Rafael, a Festa Junina é uma das tradições brasileiras que mais se aproximam da cultura chinesa.

" A gente usa bandeirinhas coloridas e a culinária, por exemplo, a pamonha, se parece muito com o zongzi que os chineses comem nessa época do ano durante o Festival do Barco-Dragão. Embora sejam dois povos geograficamente distantes, em certos aspectos temos muito em comum."

Além disso, ele destacou que a inclusão da festa na programação do Ano Cultural Brasil-China representa uma oportunidade de apresentar uma imagem mais ampla do Brasil ao público chinês.

"Esperamos mostrar que o Brasil não é só samba e futebol, mas também possui uma cultura tradicional muito rica."

Membro do Conselho de Cidadãos Brasileiros de Beijing, Taís Bahia afirmou que a Festa Junina nasceu como uma celebração da colheita do milho e uma homenagem às tradições rurais brasileiras.

Ela ressaltou que a essência da festa está na celebração da vida e no compartilhamento da cultura.

"Independente de qualquer dificuldade, a gente está sempre celebrando a vida, a gente está celebrando a nossa cultura."

Na opinião de Taís, esse espírito também aproxima brasileiros e chineses.

"A gente tem muito em comum com os chineses. Essa coisa de sentar, comer junto e celebrar com os amigos faz parte das duas culturas. Espero que eles conheçam mais da música, da dança e da comida brasileira."

Comidas típicas brasileiras na terceira Festa Junina de Beijing, em 27 de junho. Foto: Fu Yuanyuan, Diário do Povo Online

Criada em 2024, a Festa Junina de Beijing chega à sua terceira edição consolidando-se como uma importante iniciativa de promoção da cultura brasileira na China. Os organizadores esperam transformá-la em um evento permanente no calendário cultural da capital chinesa, contribuindo para o fortalecimento dos laços entre os povos brasileiro e chinês.

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