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Ondas de calor na Europa impulsionam procura por aparelhos de ar-condicionado chineses

Fonte: Diário do Povo Online    02.07.2026 11h03

Nos últimos dias, com a continuidade da onda de calor na Europa, aparelhos de ar-condicionado “split” fabricados na China têm esgotado em vários países, gerando ampla discussão.

Apenas cerca de 20% das residências na Europa possuem ar-condicionado. Uma regra que impede a alteração das fachadas dos edifícios faz com que a instalação desses equipamentos seja difícil e cara em muitos lugares. Diante das ondas de calor intensas, a demanda por refrigeração disparou, mas muitos locais não conseguem apresentar soluções eficazes no curto prazo.

Os aparelhos split produzidos na China não exigem perfuração, não precisam de unidade externa e são “plug and play”, adaptando-se com precisão às necessidades europeias. Por isso, conseguem atravessar milhares de quilômetros para aliviar uma necessidade urgente. Um pequeno aparelho de ar-condicionado leva frescura a populações de vários países europeus, resolvendo problemas concretos do cotidiano e oferecendo uma janela para entender por que a China se tornou uma “potência de capacitação”.

O ar-condicionado chinês se tornou uma necessidade básica para a população europeia, o que não é apenas um fenômeno simples de comércio internacional, mas um microcosmo da “capacitação ao estilo chinês”. Histórias semelhantes não são raras nos últimos anos.

Em 2022, o conflito Rússia-Ucrânia desencadeou uma crise energética na Europa, e produtos chineses como cobertores elétricos e bolsas de água quente tiveram grande demanda no continente, ajudando a população a enfrentar o frio.

Durante as Olimpíadas de Paris, 80% dos mascotes de pelúcia foram fabricados na China. Um porta-voz do governo francês afirmou na época que “a França não conseguiria produzir 2 milhões de brinquedos de pelúcia em poucos meses”, e a manufatura chinesa atendeu uma demanda que o país local não conseguia suprir.

A China mantém a indústria manufatureira como base e a economia real como prioridade, possuindo um sistema industrial completo e vantagens em toda a cadeia produtiva. Isso permite responder rapidamente a demandas específicas de grande escala em situações emergenciais, tornando-se um estabilizador diante de riscos globais repentinos.

Em uma visão mais ampla, a “capacitação ao estilo chinês” também se reflete no compartilhamento de oportunidades de desenvolvimento com outros países, na atuação como importante motor do crescimento econômico global e na oferta ativa de bens públicos para a governança global, mantendo-se como uma força construtiva em um mundo em transformação.

Dos “mares de energia solar” no deserto de Omã às linhas de transmissão de ultra-alta tensão atravessando  montanhas no Brasil, passando pelos aerogeradores girando em Shelek, no Cazaquistão, a China, em cooperação com os países locais, transforma energia limpa de “item de luxo” em “item cotidiano”. Um relatório de 2024 da Agência Internacional de Energia Renovável mostra que o custo médio global da geração eólica e solar caiu mais de 60% e 80%, respectivamente, em grande parte graças à inovação, manufatura e engenharia chinesas.

A tecnologia de cultivo de capim-junco (juncus) foi implementada em mais de 100 países; o projeto “Viagem da Luz” chegou a vários países da África, devolvendo a visão a pacientes. A China não apenas oferece novas oportunidades por meio do próprio desenvolvimento, mas também contribui de forma prática para que povos de outros países vivam melhor.

Para a China, “capacitar” não é apenas um conceito de valor ou herança cultural, mas também uma ação concreta de atender às necessidades dos outros com aquilo que se tem de melhor — uma atuação prática e eficaz.

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