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Comércio entre China e África supera 1 trilhão de yuans e reforça a abertura da cooperação

Fonte: Diário do Povo Online    08.07.2026 10h41

Desde 1º de maio, a China passou a aplicar uma política de tarifa zero a todos os 53 países africanos com os quais mantém relações diplomáticas.(Foto: Xinhua)

Em Shenzhen, na província de Guangdong, com o cair da noite, caminhões carregados de frutas frescas seguem rapidamente para distribuir frutas doces provenientes da África do Sul a supermercados e mercados em diversas regiões.

“O imposto de importação caiu de 10% para 0%, e o custo de importação deste lote de maçãs diminuiu diretamente em quase 20 mil yuans”, comentou Luo Shengcong, diretor-geral da Shenzhen Jianchengye International Freight Forwarding Co., Ltd.

Este ano marca o 70º aniversário do estabelecimento das relações diplomáticas entre a China e os países africanos. Desde 1º de maio, a China passou a aplicar uma política de tarifa zero a todos os 53 países africanos com os quais mantém relações diplomáticas.

“A isenção tarifária atrairá mais empresas chinesas para instalar fábricas na África. Ao mesmo tempo, equipes locais de reciclagem, capacitação profissional, manutenção e assistência técnica acompanharão esse movimento, formando uma cadeia ecológica cada vez mais completa”, afirmou Wang Haiguang, vice-gerente-geral do departamento internacional da Zhejiang Zhongzhe New Energy Co., Ltd., demonstrando confiança no potencial de crescimento do mercado africano de energias renováveis.

Dados da Alfândega chinesa mostram que, nos cinco primeiros meses deste ano, o comércio exterior da China com os países africanos alcançou 1,14 trilhão de yuans, ultrapassando pela primeira vez a marca de 1 trilhão de yuans para esse período do ano, um crescimento de 18,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Esse novo avanço no comércio sino-africano reflete o firme compromisso da China em ampliar sua abertura econômica de alto nível.

Já em 2005, a China começou a conceder tratamento de tarifa zero para determinados produtos provenientes dos países africanos menos desenvolvidos. Desde então, tanto a lista de produtos beneficiados quanto o número de países contemplados e as medidas de facilitação comercial foram continuamente ampliados.

Neste ano, a China tornou-se a primeira grande economia do mundo a implementar unilateralmente uma política abrangente de tarifa zero para todos os países africanos com os quais mantém relações diplomáticas, bem como para todos os países menos desenvolvidos que possuem relações diplomáticas com Beijing.

Cada ampliação voluntária do acesso ao mercado chinês tornou-se um importante impulsionador do crescimento do comércio sino-africano. A China mantém, há 17 anos consecutivos, a posição de maior parceira comercial da África.

A política de isenção tarifária deverá incentivar, além da China, outros parceiros comerciais a aumentar seus investimentos na África, levando capital, tecnologia, equipamentos e experiência em gestão. Isso favorecerá um novo modelo de integração das cadeias produtivas, baseado na lógica de produzir e processar na África para posteriormente exportar à China.

O novo marco alcançado pelo comércio entre China e África é apenas um exemplo da ampliação da abertura e da cooperação econômica promovida pela China neste ano.

O país implementou políticas de tarifa zero para 63 países, assinou 24 acordos de livre comércio com 31 países e regiões, ampliou para 23 o número de zonas-piloto de livre comércio e continua promovendo eventos como a Exposição Internacional da Cadeia de Suprimentos da China e a Exposição Internacional de Importações da China, mantendo seu mercado aberto e compartilhando oportunidades de desenvolvimento com o mundo.

Em um momento de profundas transformações no cenário econômico e comercial global, a China continua proporcionando ao mundo uma força estável, previsível e voltada para a ampliação da abertura econômica.

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