
Keiko Fujimori tomou posse como presidente do Peru para o mandato de 2026-2031 em uma cerimônia realizada no Palácio Legislativo, em Lima, na terça-feira (28), onde delineou um "caminho claro" para o desenvolvimento do país andino.
Após receber a faixa presidencial, Fujimori fez seu primeiro discurso como presidente, prometendo trabalhar em prol de metas mensuráveis e manter a responsabilidade constante.
No "imediato prazo", seu governo se concentrará em "duas frentes" de emergência nacional: mitigar o fenômeno climático El Niño e priorizar a segurança pública.
Ela planeja lançar um plano nacional de contingência para "romper com a lógica da resposta tardia" e inaugurar uma era de prevenção oportuna.
Com isso em mente, disse ela, seu governo buscará "recuperar" cada bairro, rodovia e espaço público para as famílias peruanas, utilizando todas as ferramentas que a Constituição disponibiliza para combater o crime organizado, o narcotráfico e a mineração ilegal.
Para implementar medidas urgentes contra o crime e as condições climáticas extremas, ela anunciou que o Poder Executivo emitirá decretos de emergência e solicitará ao Congresso que conceda poderes legislativos ao governo.

Fujimori afirmou que o segundo objetivo de sua administração será "melhorar a qualidade de vida" da população, desde a gravidez até a terceira idade, por meio da reformulação de programas sociais e serviços públicos.
O terceiro objetivo será alcançar a sustentabilidade fiscal por meio da reorganização das contas públicas, da eliminação de gastos desnecessários e da gestão responsável dos recursos do Estado para construir confiança econômica, disse Fujimori.
A nova presidente aproveitou a oportunidade para reafirmar que, sob sua administração, a política externa do Peru será fortalecida, priorizando a integração regional por meio da promoção de acordos com a Aliança do Pacífico e a Comunidade Andina.
Da mesma forma, ela planeja priorizar o papel do Peru no Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC) e abrir "novas oportunidades de investimento e cooperação com países amigos no Oriente Médio".
Também tomaram posse na cerimônia o primeiro vice-presidente Luis Galarreta e o segundo vice-presidente Miguel Torres, que também preside o Senado.