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Hangzhou utiliza peixe robótico biomimético para patrulhas no Lago do Oeste

Fonte: Diário do Povo Online    29.07.2026 13h43

Por Dou Hanyang, Diário do Povo

Um peixe robótico biomimético patrulha o Lago do Oeste em Hangzhou, na província de Zhejiang, leste da China. (Foto: cortesia do Gabinete de Informação do Governo Popular Municipal de Hangzhou)

"Olha, há um tubarão no lago!" Nos fins de semana, visitantes que passeiam de barco pelo icônico Lago do Oeste, em Hangzhou, frequentemente exclamam surpresos. Ao observar mais de perto, a criatura escura, semelhante a um tubarão, mede entre 60 e 70 centímetros de comprimento e apresenta olhos, boca, barbatanas e cauda com aparência extremamente realista.

Mas não se trata de um tubarão. É um peixe robótico biomimético feito sob medida, desenvolvido especificamente para o ambiente singular do Lago do Oeste, segundo Liu Yuping, chefe da divisão de polícia ecológica da unidade do Lago do Oeste do Departamento de Segurança Pública de Hangzhou.

"Modelado com base em um tubarão-limão, o peixe robótico pesa entre 4 e 5 quilos e pode ser facilmente levantado com uma das mãos", disse Liu.

Seu revestimento externo cinza é feito de um material especializado que imita fielmente a textura da pele de peixes reais. Dentro do corpo vedado encontram-se a bateria e o sistema de controle, enquanto duas câmeras subaquáticas de alta definição estão embutidas em sua cabeça.

"O peixe robótico foi desenvolvido em conjunto pela nossa equipe e pelo Instituto de Automação da Academia Chinesa de Ciências", disse Gong Yingqiang, chefe da Divisão de Investigação de Crimes Ambientais, Alimentares e Farmacêuticos do mesmo órgão.

Após quase um ano de desenvolvimento, a equipe superou vários desafios técnicos, incluindo a propulsão por barbatana caudal flexível, a capacidade de desviar de obstáculos subaquáticos e a operação com ruído ultrabaixo. A versão final do peixe robótico é capaz de realizar patrulhas submersas ininterruptas. Ele também atua em coordenação com veículos não tripulados, cães robóticos, drones e dispositivos inteligentes instalados nas margens para formar uma rede de segurança integrada.

A propulsão é o que permite ao peixe biomimético mover-se com eficiência sob a água. Segundo Liu, sua cauda, ​​feita de material flexível, move-se como a de um peixe real, fornecendo o impulso necessário para manobras ágeis. Duas barbatanas laterais ajudam a mantê-lo submerso e permitem que mergulhe a profundidades superiores a 10 metros.

Por meio de controle remoto, o peixe robótico pode nadar para frente, fazer curvas, mergulhar e acelerar. "Seu sistema de propulsão proporciona manobrabilidade total de 360 ​​graus e uma autonomia de bateria de até quatro horas", afirmou Liu. Com uma frequência de batimento da cauda de 1 a 5 hertz e uma velocidade de 0,3 metros por segundo, ele praticamente não causa perturbação visível na água ao operar em áreas rasas.

Ao se aproximar de uma ave aquática durante os testes, o peixe robótico reduzia a velocidade automaticamente, sem incomodar o animal. "Ele não apenas evita perturbar a vida selvagem aquática, mas também consegue desviar autonomamente de rochas, plantas aquáticas e outros obstáculos submersos, minimizando o impacto no ecossistema do lago", acrescentou Liu.

"O peixe robótico foi projetado principalmente para a proteção ecológica e a segurança pública", disse Gong. "Antigamente, as patrulhas, inspeções e operações de recuperação no Lago Oeste dependiam muito de trabalho manual, o que as tornava menos eficientes e mais prejudiciais ao ecossistema aquático", afirmou ele, acrescentando que o peixe robótico foi desenvolvido para enfrentar esses desafios.

Equipado com duas câmeras subaquáticas de alta definição e outros sensores, o peixe robótico transmite imagens subaquáticas em tempo real para a central de comando enquanto realiza a patrulha. "Ele pode monitorar a temperatura da água e os níveis de pH, identificar espécies invasoras e apoiar o monitoramento ecológico e levantamentos de biodiversidade", disse Liu.

O peixe robótico também pode ajudar a recuperar celulares e outros dispositivos eletrônicos que visitantes deixam cair acidentalmente no lago, tarefa realizada anteriomente com o uso de varas de recolhimento.

O peixe robótico introduziu um novo modelo para operações de patrulhamento e segurança pública no Lago do Oeste, permitindo patrulhas discretas, proteção silenciosa e vigilância de precisão, colocando a inovação tecnológica a serviço da segurança pública na linha de frente, observou Gong.

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