A UnionPay International anunciou recentemente o lançamento de um programa-piloto de interoperabilidade transfronteiriça de QR Code entre a China e o Brasil, permitindo o uso de aplicativos de pagamento chineses em estabelecimentos comerciais brasileiros.
Observadores do setor consideram este projeto, que estabelece com sucesso um canal de pagamento transfronteiriço via QR Code entre as duas nações, um marco importante nos esforços da UnionPay para ampliar sua presença no mercado latino-americano e aprimorar o ecossistema regional de pagamentos transfronteiriços. A iniciativa oferecerá suporte financeiro seguro, eficiente e conveniente para o intercâmbio entre pessoas e a cooperação econômica entre os dois países.

Consumidores brasileiros em um supermercado, em 2 de agosto de 2026. (Foto: Lin Chunyin/Chinanews.com.cn)
Durante a fase piloto, usuários do aplicativo chinês "UnionPay" e de aplicativos bancários comerciais conectados à "Plataforma de Pagamento da Rede UnionPay" poderão realizar pagamentos diretos via QR Code em estabelecimentos comerciais integrados à rede de pagamentos em tempo real PIX, do Brasil.
Lançado pelo Banco Central do Brasil em 2020, o PIX é uma infraestrutura fundamental de pagamentos financeiros na América Latina, abrangendo atualmente 15 milhões de estabelecimentos comerciais locais. Futuramente, o escopo de serviços do projeto continuará se expandindo, com a abertura gradual do acesso às carteiras digitais parceiras globais da UnionPay que utilizam QR Code.
Como os maiores países em desenvolvimento e principais economias emergentes dos hemisférios oriental e ocidental, respectivamente, a China e o Brasil têm se concentrado consistentemente no objetivo de construir uma comunidade de futuro compartilhado entre os dois países, avançando continuamente na conectividade institucional e na cooperação prática abrangente no setor de pagamentos financeiros.
Em maio de 2025, o Banco Popular da China e o Banco Central do Brasil assinaram um memorando de entendimento sobre cooperação estratégica financeira. Em junho de 2026, os dois bancos centrais realizaram a quarta reunião do Grupo de Trabalho de Cooperação Estratégica Financeira China-Brasil para discutir a oferta de serviços eficientes e seguros de pagamento e liquidação para o intercâmbio econômico e comercial bilateral. Ao utilizar mecanismos regulares de cooperação financeira para aprofundar o diálogo, ambos os lados estabeleceram uma base política sólida e construíram um consenso para a implementação deste projeto.
Especialistas do setor destacam que este projeto de interoperabilidade de códigos QR transfronteiriços é um resultado concreto das forças complementares e da colaboração eficiente entre as indústrias de pagamentos financeiros de ambos os países. Por um lado, o projeto otimiza significativamente a experiência de pagamento para viajantes chineses no Brasil, ajudando os comerciantes locais a ampliar sua base de clientes internacionais.
Por outro lado, impulsiona efetivamente a modernização do ecossistema de pagamentos digitais do Brasil. Ele serve como um exemplo claro da implementação, por ambas as partes, do consenso de cooperação estratégica no âmbito dos bancos centrais, criando um modelo replicável e escalável para a inovação em pagamentos financeiros transfronteiriços entre a China e as nações latino-americanas.
Nos últimos anos, a demanda por viagens da China para a América Latina tem crescido de forma constante, e a implementação da política de isenção de vistos para cidadãos chineses no Brasil, em maio de 2026, acelerou ainda mais essa tendência. Com uma atuação de mais de duas décadas no mercado brasileiro, a UnionPay alcançou ampla aceitação entre os principais estabelecimentos comerciais de importantes destinos turísticos, contando com serviços de saque em caixas eletrônicos interbancários que abrangem praticamente toda a região.
Dados indicam que, no primeiro semestre de 2026, o número de transações em terminais POS no Brasil utilizando cartões UnionPay emitidos na China aumentou anualmente mais de 30%, refletindo um crescimento constante e contínuo da atividade no mercado regional de pagamentos.