
Em 12 de agosto, foi oficialmente iniciado o teste com navios reais em toda a extensão do Canal Pinglu, localizado na Região Autônoma da Etnia Zhuang de Guangxi. Diversos navios de 1.000 a 5.000 toneladas entraram no complexo de eclusas de Madao para realizar uma série de testes, estabelecendo uma base técnica sólida para a abertura oficial da navegação, prevista para setembro deste ano.
Esse canal centenário, com 134,2 quilômetros de extensão, possui uma localização geográfica estratégica e deverá transformar completamente o sistema de transporte hidroviário do sudoeste da China.
O Canal Pinglu começa ao norte, na foz do rio Pingtang, na área do reservatório de Xijin, em Nanning, Guangxi, e segue para o sul pelo rio Qinjiang até chegar ao Porto de Qinzhou, no Golfo de Beibu. De um lado, conecta-se à “rota dourada” do rio Xijiang; de outro, liga-se ao porto marítimo internacional do Golfo de Beibu, resolvendo a antiga limitação geográfica de Guangxi, de ser uma região com rios que não tinham ligação direta com o mar.

Para oeste, o canal permitirá acesso às províncias de Yunnan e Guizhou; para leste, conectará a região com Guangdong, Hong Kong e Macau; e para norte, ampliará o alcance até a região interior de Chengdu e Chongqing. O canal será uma estrutura hidroviária central do Novo Corredor Internacional Terra-Mar do Oeste e também o primeiro grande canal artificial construído na China moderna que conecta diretamente rios interiores ao mar.
No passado, as mercadorias das províncias e cidades do sudoeste chinês precisavam dar uma volta pela região do Delta do Rio das Pérolas para chegar ao oceano, aumentando o percurso em cerca de 560 quilômetros. Após a entrada em operação do canal, navios fluvio-marítimos de até 5.000 toneladas poderão navegar diretamente pelos rios até os portos marítimos.
A expectativa é que os custos logísticos sejam reduzidos entre 18% e 30%, economizando mais de 5 bilhões de yuans por ano em despesas de transporte. O envio de carvão, minérios e produtos agrícolas e florestais frescos para o exterior também será significativamente acelerado.

Ao mesmo tempo, o Canal Pinglu aliviará a pressão sobre o transporte pelo rio Xijiang e ajudará a construir um sistema integrado de transporte “rio — ferrovia — mar”, aproximando o sudoeste da China dos mercados da ASEAN (Associação das Nações do Sudeste Asiático).