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Comunidade empresarial acompanha negociações comerciais entre China e EUA

Fonte: Diário do Povo Online    21.09.2026 09h04

Uma nova rodada de negociações econômicas e comerciais entre a China e os Estados Unidos, realizada em solo americano, gerou expectativas entre empresas e associações industriais dos EUA quanto a novos avanços nas relações comerciais bilaterais e maior segurança para as companhias que atuam em ambos os mercados.

Jim Sutter, CEO do Conselho de Exportação de Soja dos EUA (USSEC), declarou-se otimista em relação às perspectivas das relações econômicas e comerciais entre os dois países, acrescentando que o setor de soja americano aguarda novos desenvolvimentos positivos.

Sutter afirmou que o comércio agrícola, especialmente o de soja, tem servido há muito tempo como um pilar de estabilidade na relação entre as duas nações, papel que permanece inalterado apesar de desafios anteriores. Os agricultores americanos sempre valorizaram a China como um importante parceiro comercial e seu maior mercado externo, acrescentou.

"O USSEC valoriza o comércio aberto e livre. Um acesso previsível ao mercado resulta em fluxos comerciais mais fluidos, beneficiando ambos os lados", afirmou. "A relação dos EUA com a China no setor de soja é estrutural e fundamental, não cíclica; o benefício mútuo é claro, comprovado e duradouro".

Também demonstrando confiança no mercado chinês, Liliana Lucioni, presidente da Coach China, afirmou que a empresa de moda americana vê um espaço considerável para ampliar ainda mais sua presença no país, onde opera atualmente mais de 350 lojas em mais de 90 cidades.

A Tapestry Inc., empresa controladora da Coach, anunciou no mês passado ter registrado uma receita global recorde de US$ 8 bilhões no ano fiscal de 2026, com a China representando cerca de 17% do total. A receita na China cresceu mais de 30% ao longo do ano, tornando o país um dos maiores mercados da empresa e aquele que apresenta o crescimento mais acelerado.

O vice-primeiro-ministro chinês He Lifeng, que é também membro do Bureau Político do Comitê Central do Partido Comunista da China, lidera uma delegação chinesa aos EUA para negociações econômicas e comerciais, de sábado a quarta-feira, segundo informações do Ministério do Comércio.

As duas partes estão realizando consultas sobre questões econômicas e comerciais de interesse mútuo, orientadas pelo importante consenso alcançado pelos dois chefes de Estado.

Robin Xing, economista-chefe para a China no Morgan Stanley, afirmou que uma maior estabilidade estratégica entre a China e os EUA beneficiaria ambas as economias. "Embora os dois lados possam continuar a ter interesses e prioridades divergentes em certas situações e áreas sensíveis, a competição é algo normal. No entanto, alcançar um consenso sobre a agenda global de desenvolvimento mais ampla e estabelecer um ambiente estratégico relativamente estável seria mais benéfico para ambas as partes", disse Xing em um fórum econômico em Beijing, no sábado.

"Quer a China queira impulsionar a demanda interna e alcançar um crescimento econômico mais equilibrado, quer os EUA queiram lidar com a sustentabilidade de sua dívida, ambos necessitam de relações bilaterais relativamente estáveis e moderadas para atingir esses objetivos", acrescentou.

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