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China destaca parceria com América Latina e Caribe na reforma da governança global

Fonte: Xinhua    13.10.2026 14h11

Os países da América Latina e do Caribe (ALC) são parceiros importantes da China na promoção da reforma do sistema de governança global, disse na segunda-feira Qiu Xiaoqi, representante especial do governo chinês para assuntos latino-americanos.

Qiu fez as declarações durante o "Salão Linjia 7", realizado pela Associação de Diplomacia Pública da China em Beijing, sob o tema "Promover conjuntamente a governança global e construir um futuro compartilhado para a China e a América Latina e o Caribe", que reuniu especialistas e acadêmicos para dialogar com jornalistas chineses e estrangeiros.

O diplomata destacou a importância dos países da região para aprofundar a cooperação entre os países do Sul Global e construir uma comunidade com futuro compartilhado para a humanidade. Ele afirmou que a China e os países da ALC vêm promovendo ativamente os cinco programas para a construção de uma comunidade China-ALC com futuro compartilhado, contribuindo para um sistema de governança global mais justo e equitativo.

A China defende maior coordenação com os países da ALC nos mecanismos multilaterais para fortalecer o verdadeiro multilateralismo e ampliar a representatividade e a voz dos países em desenvolvimento, disse Qiu, que também reiterou o apoio chinês ao status da ALC como Zona de Paz e a oposição à interferência externa nos assuntos internos dos países da região.

Na área econômica, Qiu disse que a China pretende alinhar a cooperação no âmbito da Iniciativa Cinturão e Rota às estratégias de desenvolvimento dos países latino-americanos, com foco em comércio, investimentos, conectividade, energia verde e economia digital.

Segundo ele, o comércio entre a China e a região cresceu 19,1% de janeiro a agosto deste ano, enquanto as exportações latino-americanas para o mercado chinês aumentaram 25,9%.

Dos 300 projetos de bem-estar "pequenos e bonitos" que a China se comprometeu, em 2025, a implementar na região ao longo de três anos, 119 já foram implementados. O número de visitantes à China provenientes do Brasil, da Argentina, do Chile, do Peru e do Uruguai cresceu mais de 30% em termos anuais após a adoção de uma política de isenção de visto para os cinco países, acrescentou.

A cooperação entre a China e a ALC é bem recebida porque oferece uma opção confiável e amplas perspectivas para o desenvolvimento e a revitalização da região, respeita a vontade dos povos latino-americanos e atende às necessidades dos países da região, avaliou ele.

"Acreditamos que, independentemente das mudanças no cenário regional, a tendência histórica de aproximação mútua entre a China e a América Latina e o Caribe não mudará", disse.

Chen Dong, pesquisador convidado do Centro de Estudos sobre a Comunidade com Futuro Compartilhado para a Humanidade, disse que transformar essa visão de futuro compartilhado em realidade depende de um sistema de governança global justo e equitativo. Ele acrescentou que a atuação conjunta da China e da ALC contribuirá com mais sabedoria do Sul Global para o aperfeiçoamento da governança global.

Yue Yunxia, vice-diretora do Instituto de Estudos Latino-Americanos da Academia Chinesa de Ciências Sociais, disse que a Iniciativa de Governança Global oferece orientação conceitual e uma estrutura institucional para a cooperação China-ALC. Segundo Yue, da cooperação econômica e comercial à cooperação em todas as áreas, das interações bilaterais à governança global, a cooperação China-ALC vem se tornando cada vez mais uma prática concreta da iniciativa.

Em maio de 2025, o presidente chinês, Xi Jinping, anunciou o lançamento conjunto de cinco programas para a construção de uma comunidade China-ALC com futuro compartilhado, voltados à solidariedade, ao desenvolvimento, à civilização, à paz e à aproximação entre os povos.

Em dezembro do mesmo ano, a China divulgou seu terceiro documento de política para a ALC, com propostas concretas para a implementação dos cinco programas. As iniciativas receberam respostas positivas dos países da região.

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