A Embaixada Virtual dos EUA no Irã atualizou, na segunda-feira (12), um alerta de viagem, instando os cidadãos americanos a deixarem o Irã imediatamente em meio à agitação no país do Oriente Médio.
"Os cidadãos americanos devem estar preparados para interrupções contínuas na internet, planejar meios alternativos de comunicação e, se for seguro, considerar a possibilidade de deixar o Irã por terra, rumo à Armênia ou à Turquia", afirmou a embaixada virtual num comunicado em seu site, acrescentando que os cidadãos com dupla nacionalidade americana e iraniana devem sair do Irã com passaportes iranianos, visto que o governo iraniano não reconhece a dupla nacionalidade.
"Os cidadãos americanos correm risco significativo de interrogatório, prisão e detenção no Irã", acrescentou o comunicado.
De acordo com a declaração, as companhias aéreas continuam a limitar ou cancelar voos de e para o Irã, com várias suspendendo os serviços até a próxima sexta-feira.
O Departamento de Estado dos EUA classifica o Irã há tempos como um destino de nível 4, "Não Viajar", alertando que os cidadãos americanos não devem viajar para lá por qualquer motivo e que aqueles que já estão no Irã devem sair imediatamente devido aos sérios riscos de segurança.
Mais cedo na segunda-feira, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, observou que a diplomacia continua sendo a abordagem preferida dos EUA em relação ao Irã, embora o governo Trump não descarte opções militares, se necessário.
"Só o presidente Donald Trump sabe o que fará a seguir. Portanto, o mundo terá que continuar esperando e especulando, e deixaremos que ele decida", disse ela à Fox News.
Trump disse no domingo (11) que seu governo está avaliando "algumas opções muito fortes", incluindo uma possível ação militar contra o Irã, e que o Irã estava "começando" a cruzar a linha vermelha dos EUA.
Não há embaixada ou presença consular dos EUA no Irã, e a Embaixada da Suíça em Teerã atua como potência protetora dos interesses americanos, no entanto os serviços são limitados.
Protestos eclodiram em várias cidades do Irã desde o final de dezembro, devido à forte desvalorização da moeda nacional, o rial, e às dificuldades econômicas de longa data. Com aumento contínuo do número de mortos nos confrontos entre as forças de segurança e os civis.