China manifesta forte insatisfação com investigação da UE sobre empresa chinesa de energia eólica, diz Ministério do Comércio

Fonte: Xinhua    05.02.2026 11h20

A China expressou séria preocupação e forte insatisfação com a decisão da Comissão Europeia de abrir uma investigação aprofundada sobre uma empresa chinesa de energia eólica ao abrigo do Regulamento de Subvenções Estrangeiras (FSR, em inglês), disse um porta-voz do Ministério do Comércio nesta quarta-feira.

As declarações foram dadas em resposta a uma pergunta da mídia sobre um anúncio recente da Comissão Europeia.

A União Europeia (UE) tem utilizado frequentemente o instrumento FSR para investigar empresas chinesas, e anunciou que sua investigação atual sobre empresas de energia eólica e de equipamentos de inspeção de segurança será elevada a uma investigação aprofundada, demonstrando claro direcionamento e discriminação, afirmou a pasta.

O ministério enfatizou que essas investigações generalizam excessivamente o conceito de "subsídios estrangeiros", envolvem questões como procedimentos não transparentes e evidências insuficientes para iniciar casos, e são atos típicos de protecionismo disfarçados de "concorrência justa".

Após sua própria investigação, o Ministério do Comércio da China confirmou legalmente em janeiro de 2025 que as práticas relativas da UE constituem barreiras ao comércio e ao investimento. "Em vez de corrigir seu erro, a UE aprofundou ainda mais o caminho equivocado", disse o porta-voz.

O ministério destacou que empresas chinesas em setores verdes, como energia eólica, vêm fornecendo produtos verdes de alta qualidade e contribuindo positivamente para a resposta climática global, apoiadas em contínua inovação tecnológica, um sistema industrial sólido e plena concorrência de mercado.

"O abuso, por parte da UE, de instrumentos investigativos não apenas atrapalha seriamente a cooperação industrial mutuamente benéfica entre China e UE e mina a confiança das empresas chinesas em investir na Europa, como também retardará a transição verde na Europa e no mundo", afirmou o porta-voz.

A China sempre advogou pela resolução de divergências por meio do diálogo e da consulta, e se opõe à politização ou securitização de questões econômicas e comerciais, segundo o ministério.

"Pedimos à parte da UE que corrija imediatamente suas práticas equivocadas, exerça prudência ao usar o instrumento unilateral de investigação do FSR e crie um ambiente de mercado justo, equitativo e previsível para a cooperação China-UE", disse o porta-voz, acrescentando que a China acompanhará de perto os desdobramentos subsequentes e tomará todas as medidas necessárias para salvaguardar resolutamente os direitos e interesses legítimos das empresas chinesas.

(Web editor: Beatriz Zhang, Renato Lu)
  • Usuário:
  • Comentar:

Wechat

Conta oficial de Wechat da versão em português do Diário do Povo Online

Mais lidos