
Uma oficina de dessalinização de água do mar da Shandong Lubei OriginWater Desalination Co., Ltd., na cidade de Chengkou, condado de Wudi, província de Shandong, no leste da China, em 3 de julho de 2025. (Foto: Xinhua/Shao Kun)
O Ministério de Recursos Naturais da China divulgou, na segunda-feira (8), um relatório destacando os novos avanços na utilização da água do mar no país, além de esclarecer a enorme reserva de minerais estratégicos contida na água do mar e os planos da nação para expandir a extração desses recursos por meio do progresso tecnológico.
De acordo com o relatório, a China conseguiu extrair urânio em escala de quilogramas de ambientes oceânicos reais. Além disso, institutos de pesquisa, universidades e empresas nacionais fizeram avanços significativos nas teorias fundamentais e nas principais tecnologias relacionadas à extração de lítio, urânio, deutério e outros elementos-traço.
As reservas globais de urânio na água do mar são estimadas em cerca de 4,5 bilhões de toneladas, mais de mil vezes as reservas terrestres conhecidas.
O setor de dessalinização e aproveitamento integral da água do mar na China, como um todo, está crescendo de forma constante, destacou o relatório.
Segundo Xiang Wenxi, diretor do Instituto de Dessalinização e Aproveitamento Multiuso da Água do Mar, localizado no município de Tianjin, no norte da China, o país possui atualmente 167 projetos de dessalinização com capacidade total de 3,077 milhões de toneladas por dia. Enquanto isso, o volume anual de água do mar utilizada para resfriamento industrial atingiu 193,36 bilhões de toneladas, um aumento de 86,4% em relação a 2020.
Durante o 15º Plano Quinquenal (2026-2030), a China promoverá o aprimoramento de tecnologias e equipamentos relevantes e a formação de reservas tecnológicas para a extração de elementos estratégicos da água do mar, afirmou Xiang.