O Brasil fez sua estreia na 12ª Feira Internacional de Tecnologia da China (CSITF, em inglês), realizada de 11 a 13 de junho em Shanghai, no leste da China, apresentando oportunidades de cooperação com a China em áreas como agricultura, indústria, energia, biotecnologia e inovação.
Segundo Wu Jie, coordenadora do Centro do Brasil em Shanghai, a participação brasileira busca apresentar ao público chinês uma imagem mais diversificada do país e ampliar o intercâmbio tecnológico, a aprendizagem mútua e a cooperação industrial entre a China e o Brasil.
Localizado no distrito de Yangpu, em Shanghai, o Centro do Brasil atua como uma plataforma de serviços voltada à promoção da cooperação econômica, comercial, científica, tecnológica, cultural e turística entre os dois países, facilitando as conexões entre empresas, governos e organizações da China e do Brasil.
Nesta edição da feira, o Centro do Brasil organizou a participação dos estados de Mato Grosso e Santa Catarina em um estande de 54 metros quadrados na área internacional do evento. O espaço apresenta as demandas tecnológicas, vantagens industriais e oportunidades de cooperação em setores como agricultura, indústria e produção têxtil.
Wu observou que a demanda brasileira por soluções tecnológicas chinesas cresceu significativamente nos últimos anos. Segundo ela, governos locais e empresas brasileiras vêm buscando cada vez mais parceiros capazes de fornecer soluções e implementar projetos no mercado brasileiro.
A coordenadora destacou ainda o potencial de cooperação em áreas como biologia sintética e biocombustíveis. Segundo ela, a China e o Brasil possuem vantagens complementares em recursos naturais, pesquisa científica e capacidade industrial, criando condições favoráveis para o desenvolvimento conjunto de projetos de inovação.
A China é o maior parceiro comercial do Brasil desde 2009, enquanto o Brasil é o maior parceiro comercial da China na América Latina. Os investimentos chineses no Brasil abrangem setores como energia, mineração, agricultura, infraestrutura e manufatura. Já os investimentos brasileiros na China envolvem áreas como produção de compressores, carvão, setor imobiliário, autopeças e têxteis.
Nos últimos anos, os dois países vêm ampliando a cooperação em inovação, economia digital, energia verde e desenvolvimento industrial. Segundo Wu, a participação na feira também busca promover parcerias sustentáveis de longo prazo, estimular a aplicação local de soluções inovadoras e facilitar a implementação de projetos conjuntos no Brasil.
A 12ª edição da CSITF reuniu 1.006 expositores de 22 países e regiões, além de participantes de 24 províncias, regiões autônomas e municípios da China, segundo o site oficial do evento, acrescentando que a feira, como uma importante plataforma nacional, internacional e especializada da China voltada ao comércio de tecnologia, tornou-se um canal significativo para aproximar resultados de inovação às demandas do mercado e promover a cooperação tecnológica internacional.
Segundo Zhou Lan, vice-diretora da Comissão Municipal de Comércio de Shanghai, a CSITF vem se consolidando como uma porta de entrada para tecnologias globais no mercado chinês e como uma plataforma para impulsionar a internacionalização das inovações chinesas.