A navegação normal pelo Estreito de Ormuz deve ser restaurada o mais rápido possível para garantir a estabilidade das cadeias industriais e de suprimentos globais, afirmou o Ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, nesta quarta-feira.
Wang, que é também membro do Birô Político do Comitê Central do Partido Comunista da China, fez as declarações em uma conversa telefônica com o Vice-Primeiro-Ministro e Ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Mohammad Ishaq Dar.
Durante a conversa, Wang agradeceu ao Paquistão por informar prontamente a China sobre a nova etapa das negociações entre o Irã e os Estados Unidos. Ele afirmou que a assinatura do memorando de entendimento (MoU) entre os dois países resultou dos esforços conjuntos da comunidade internacional, e que o Paquistão desempenhou um papel fundamental e singular nesse processo.
O processo de paz acaba de começar e ainda há um longo, tortuoso e difícil caminho pela frente, observou Wang, enfatizando que a China, como sempre, apoiará o Paquistão e outros países com ideias semelhantes para que continuem a desempenhar um papel construtivo, e que está pronta para manter uma comunicação e coordenação estreitas com o Paquistão.
Wang destacou três prioridades principais para a próxima etapa.
Primeiro, é essencial consolidar o cessar-fogo abrangente e a cessação da guerra, e, sob nenhuma circunstância, a guerra deve ser reacendida, afirmou.
O Memorando de Entendimento Irã-EUA está alinhado com os interesses fundamentais e de longo prazo do Irã, bem como com a expectativa compartilhada da comunidade internacional, disse Wang, acrescentando que a China está disposta a trabalhar com todas as partes para apoiar firmemente as negociações, de modo que avancem sem interferências.
Em segundo lugar, a navegação normal pelo Estreito de Ormuz deve ser reposta o mais rápido possível para garantir a estabilidade das cadeias industriais e de abastecimento globais, observou ele, acrescentando que os acordos relativos ao estreito devem respeitar a soberania e os direitos e interesses legítimos dos Estados que o banham, estando em conformidade com as práticas internacionais e as aspirações comuns de todos os países.
Em terceiro lugar, devem ser envidados esforços para apoiar os países do Oriente Médio na melhoria de suas relações e na exploração de uma nova arquitetura de segurança regional, disse Wang.
O Oriente Médio, incluindo a região do Golfo, não deve mais servir como palco para a competição entre grandes potências nem ser vítima da geopolítica, e os países da região devem defender uma autonomia estratégica genuína e manter firmemente o seu futuro em suas próprias mãos, observou.
A questão palestina sempre foi o cerne da questão do Oriente Médio, disse Wang, apelando aos países da região para que falem com uma voz mais unificada e tomem medidas mais coordenadas, de modo a implementar a solução de dois Estados o mais breve possível e alcançar paz e estabilidade duradouras.