O Brasil inaugurou nesta segunda-feira, em Manaus, capital do estado do Amazonas, a sede do Instituto de Pesquisas do Exército na Amazônia (IPEAM). O centro se dedica ao desenvolvimento de tecnologias aplicadas à defesa, à preservação ambiental e ao monitoramento sustentável da maior floresta tropical do mundo.
O instituto, criado em 2024 e vinculado ao Instituto de Engenharia Militar (IME), funcionará nas instalações do Centro de Gerenciamento e Operação do Sistema de Proteção da Amazônia (CENSIPAM). Seu objetivo é fortalecer a pesquisa científica, a inovação tecnológica e a formação de especialistas na região amazônica.
As pesquisas se concentrarão em áreas como inteligência artificial, análise de imagens, mapeamento e monitoramento ambiental, proteção de dados, biotecnologia, bioinformática e aplicações da física quântica em setores estratégicos.
Durante a cerimônia de inauguração, o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, afirmou que a nova unidade ajudará a corrigir a concentração histórica de pesquisas em outras regiões do país e permitirá o desenvolvimento do conhecimento científico diretamente na Amazônia.
Múcio disse que o instituto abrirá novas oportunidades para pesquisadores na região amazônica e contribuirá para o fortalecimento da soberania tecnológica do Brasil.
O IPEAM também promoverá programas de mestrado, doutorado e pós-doutorado em engenharia de defesa, além de fomentar a cooperação entre pesquisadores civis e militares para o desenvolvimento de soluções para controle de fronteiras, monitoramento ambiental, segurança cibernética e proteção de infraestruturas críticas.
Durante a cerimônia, o senador Eduardo Braga anunciou um investimento adicional de 15 milhões de reais (US$ 2,9 milhões) para a instalação de laboratórios especializados em inteligência artificial e ciências quânticas, considerados estratégicos para as futuras pesquisas do centro.
A inauguração do instituto faz parte da estratégia do governo brasileiro de expandir a capacidade nacional de pesquisa e desenvolvimento em tecnologias de dupla utilização, com aplicações civis e militares, buscando simultaneamente fortalecer a proteção, o conhecimento científico e o desenvolvimento sustentável da Amazônia.