Português>>China

Delegação chinesa refuta falsa retórica do Japão sobre Estreito de Taiwan, Mar do Sul da China e chamada "ameaça da China"

Fonte: Xinhua    24.07.2026 16h18

A delegação chinesa refutou a falsa retórica do Japão sobre o Estreito de Taiwan, o Mar do Sul da China e a chamada "ameaça da China" no Fórum Regional da ASEAN e nas Reuniões de Ministros das Relações Exteriores da Cúpula do Leste Asiático, realizadas em Manila, nas Filipinas.

Sobre a questão de Taiwan, a China enfatizou que se trata de um assunto interno da China. A China jamais permitirá que as forças separatistas da "independência de Taiwan" separem Taiwan da China sob qualquer nome ou por qualquer meio.

Quanto mais inequívoca for a posição da comunidade internacional contra as atividades separatistas da "independência de Taiwan", e quanto mais firme for seu compromisso com o princípio de Uma Só China, mais asseguradas estarão a paz e a estabilidade através do Estreito de Taiwan, disse a delegação.

Sobre o Mar do Sul da China, a China apontou que essa via navegável é a rota marítima mais movimentada, segura e livremente navegável do mundo. Todos os anos, 30% das cargas em contêineres, 34% do gás natural liquefeito e 40% do petróleo bruto transitam por essas águas. Além disso, mais de 1 milhão de aeronaves civis sobrevoam anualmente o Mar do Sul da China. Nenhuma embarcação ou aeronave jamais sofreu qualquer interferência ou obstrução.

Em contraste, navios de guerra e aeronaves militares de certos países de fora da região percorrem longas distâncias até o Mar do Sul da China apenas para criar problemas.

A delegação apontou que a China continuará resolvendo adequadamente as disputas pertinentes com as partes diretamente envolvidas por meio de consultas bilaterais amistosas.

A China também continuará implementando plena e efetivamente a Declaração sobre a Conduta das Partes no Mar do Sul da China com os países da ASEAN e trabalhará pela conclusão antecipada de um Código de Conduta, a fim de manter conjuntamente a paz e a estabilidade na região, disse a delegação.

Quanto menos as forças externas se envolverem em semear discórdia e atiçar as chamas, maior confiança e capacidade terão os países da região para salvaguardar a paz e a estabilidade regionais, disse a delegação.

Sobre a chamada "ameaça da China", a China observou que determinar se um país representa uma ameaça para outros não depende de seu tamanho, mas de seu histórico e de suas políticas atuais. Há amplas evidências, tanto no passado quanto no presente, de que países maiores não constituem necessariamente uma ameaça, e ter menor dimensão não significa que não sejam perigosos.

A delegação enfatizou que, durante milhares de anos, a China, como um grande país, jamais invadiu seus vizinhos, incluindo o Japão. Ao contrário, foi o Japão que invadiu a China várias vezes. Em particular, a guerra de agressão lançada pelo Japão na década de 1930 causou imenso sofrimento aos povos da China e dos países do Sudeste Asiático.

A delegação apontou o fato de que o governo japonês vem acelerando seu rearmamento ao longo dos anos. O orçamento de defesa do Japão vem aumentando há 14 anos consecutivos. Nos últimos cinco anos, cresceu 60%. Os gastos per capita do Japão com defesa são mais de três vezes os da China. O governo japonês também retirou a proibição do direito à autodefesa coletiva. Também busca romper com os Três Princípios Não Nucleares. O Japão acumulou enormes quantidades de materiais nucleares, incluindo 44,4 toneladas de plutônio separado, quantidade suficiente para produzir milhares de ogivas nucleares, acrescentou a delegação.

Aqueles que esquecem a história podem repetir seus erros do passado, disse a delegação, acrescentando que, se um país se recusa a encarar a história de frente, se recusa a reconhecer e se arrepender de seus atos errados e continua intensificando o militarismo e o rearmamento, então temos todos os motivos para manter elevada vigilância em relação a ele.

O Japão deve verdadeiramente aprender com a história, romper completamente com o militarismo, comprometer-se com o caminho do desenvolvimento pacífico e fazer mais para conquistar a confiança de seus vizinhos e da comunidade internacional, disse a delegação.

comentários

  • Usuário:
  • Comentar: