Este ano marca o 30º aniversário do Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares (CTBT, na sigla em inglês), e 29 de julho marcou o 30º aniversário do anúncio da China sobre a moratória dos testes nucleares. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do país, Mao Ning, declarou numa coletiva de imprensa regular na quinta-feira (30) que a China sempre aderiu a uma estratégia de autodefesa nuclear e que as forças nucleares chinesas são indispensáveis para dissuadir uma guerra nuclear e manter a paz mundial, a segurança e a estabilidade estratégica global.
Mao Ning afirmou que, há 30 anos, o governo chinês anunciou solenemente ao mundo uma moratória sobre os testes nucleares, atendendo às demandas da grande maioria dos Estados não detentores de armas nucleares e dando uma contribuição histórica para a conclusão do CTBT, promovendo efetivamente o processo internacional de controle de armas nucleares.
Mao Ning afirmou que, durante 30 anos, a China manteve consistentemente seu compromisso com a moratória sobre testes nucleares e apoiou ativamente os esforços internacionais para proibir tais testes. Como um dos primeiros países a assinar o Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares, a China apoia firmemente os propósitos e objetivos do tratado, apoia sua rápida entrada em vigor, apoia o desenvolvimento de capacidades em países em desenvolvimento e promove ativamente os preparativos internos para a implementação, contribuindo significativamente para a manutenção da universalidade e autoridade do tratado.
"A política nuclear da China mantém um alto grau de estabilidade, continuidade e previsibilidade. Ela defende consistentemente a proibição completa e a destruição total de armas nucleares, adere a uma política de não-primeiro-uso e se compromete incondicionalmente a não usar, ou ameaçar usar armas nucleares contra Estados não detentores de armas nucleares ou zonas livres de armas nucleares", destacou Mao Ning.
Mao Ning afirmou que a China sempre aderiu a uma estratégia nuclear de autodefesa, mantendo suas forças nucleares no nível mínimo necessário para a segurança nacional e recusando-se a participar de qualquer forma de corrida armamentista nuclear. As forças nucleares da China são indispensáveis para dissuadir uma guerra nuclear e manter a paz mundial, a segurança e a estabilidade estratégica global.