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Menos de um dia após anunciar uma suspensão temporária dos ataques contra o Irã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou, no dia 2, que o país realizaria conversas com o Irã no dia seguinte. Em 3 de agosto, Trump voltou a dizer que EUA e Irã estavam em diálogo e classificou o momento como a "última chance" para Teerã assinar um acordo.
Em publicações nas redes sociais, Trump acusou a liderança iraniana de agir com hipocrisia. Segundo ele, o Irã teria implorado por negociações, as conversas já estariam em andamento e, ainda assim, o governo iraniano afirmaria que está negociando apenas com Omã.
Trump também alegou que o Estreito de Ormuz está completamente sob controle naval dos EUA e frisou que o país continuará bloqueando os portos iranianos "até que um acordo seja alcançado ou o Irã se renda completamente".
Questionado por jornalistas na Casa Branca, no mesmo dia, Trump disse que as negociações estariam divididas em duas fases. A primeira teria como objetivo garantir a abertura do Estreito de Ormuz, enquanto a segunda trataria da desnuclearização do Irã.
A afirmação dele, no entanto, foi rapidamente negada por autoridades iranianas. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, esclareceu, no dia 3, que não há negociações em andamento nem planos para enviar ou receber delegações nos próximos dias.
Sobre a principal divergência entre Irã e Estados Unidos, que envolve a navegação no Estreito de Ormuz, o governo iraniano informou que mantém conversas com Omã para definir uma nova rota de navegação. Segundo Baghaei, as discussões concentram-se na unificação da rota sul, que passa por águas omanitas, e da rota norte, em águas territoriais iranianas, formando um único corredor bidirecional em substituição às atuais rotas separadas. Essa solução teria caráter temporário até que uma rota permanente seja estabelecida.
Atualmente, o Estreito de Ormuz conta com duas principais rotas de navegação: a rota norte, sob controle do Irã, e a rota sul, mais próxima de Omã. As forças armadas dos Estados Unidos prestam apoio à navegação na rota sul.