A China consolidou sua posição como principal parceiro comercial do Brasil em julho, expandindo significativamente o comércio bilateral, segundo dados divulgados na quinta-feira pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
As exportações brasileiras para a China aumentaram 23,2% em comparação com julho de 2025, atingindo US$ 9,69 bilhões, impulsionadas por maiores embarques de petróleo bruto, minério de ferro, soja e carne. Ao mesmo tempo, as importações vindas do país asiático cresceram 18,1%, totalizando US$ 6,21 bilhões, refletindo o aumento da demanda brasileira por máquinas, equipamentos eletrônicos, veículos, insumos industriais e bens de consumo.
O desempenho confirmou o papel da China como principal destino das exportações brasileiras e maior fornecedor de importações, reforçando uma relação comercial que se aprofundou nos últimos anos e se tornou um dos principais motores do comércio exterior brasileiro. No primeiro semestre de 2026, o mercado chinês representou quase um terço de todas as exportações brasileiras, superando em muito qualquer outro parceiro comercial.
No geral, a balança comercial do Brasil registrou um superávit de US$ 7 bilhões em julho, resultante de exportações de US$ 30,1 bilhões e importações de US$ 23,1 bilhões.
Embora o superávit tenha sido menor do que o observado no mesmo mês de 2025 devido ao maior crescimento das importações, manteve uma trajetória sólida, impulsionada pelas fortes exportações de produtos agrícolas, minerais e manufaturados.
Entre janeiro e julho, o Brasil acumulou um superávit comercial de quase US$ 49 bilhões, um aumento de mais de 30% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Diante desse desempenho, o MDIC elevou recentemente sua projeção para a balança comercial de 2026 para US$ 90 bilhões, o que tornaria este ano o segundo melhor resultado da série histórica.
Analistas acreditam que o fortalecimento da demanda chinesa por matérias-primas e alimentos brasileiros compensou parte da desaceleração observada em outros mercados, consolidando a Ásia como o principal eixo do comércio exterior do país sul-americano. Ao mesmo tempo, as restrições comerciais impostas pelos Estados Unidos aceleraram a busca por novos destinos para as exportações brasileiras e reforçaram a estratégia de diversificação comercial promovida pelo governo brasileiro.