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Cozinha da estação espacial chinesa é modernizada: astronautas podem comer refeições quentes em 20 minutos

Fonte: Diário do Povo Online    20.09.2026 10h33

“Bebedouro espacial”, “micro-ondas espacial”, “forno espacial”... Com a operação conjunta de diversos equipamentos, a capacidade de suporte da “cozinha espacial” da estação espacial chinesa foi amplamente aprimorada, permitindo que os astronautas em missão no espaço tenham acesso a comida quente em apenas 20 minutos.

As informações foram divulgadas no dia 19, durante a primeira Conferência Chinesa de Engenharia de Medicina Aeroespacial, realizada atualmente em Tianjin.

Desde o início das missões da estação espacial, para garantir a permanência prolongada dos astronautas em órbita, o Centro de Pesquisa e Treinamento de Astronautas da China, em parceria com diversas empresas privadas, vem desenvolvendo uma série de tecnologias relacionadas ao fornecimento de água, ao reaquecimento de alimentos e ao preparo de alimentos frescos em órbita, entre outras funções da “cozinha espacial”.

Segundo Liu Weibo, do Centro de Pesquisa e Treinamento de Astronautas da China, durante o desenvolvimento do distribuidor de água potável, a equipe superou desafios técnicos relacionados à separação de gás e líquido durante o aquecimento, à distribuição em quantidades precisas, ao fornecimento direto de água em temperatura constante e à remoção específica de prata, garantindo a segurança do consumo de água reciclada. Para o reaquecimento de alimentos, a equipe desenvolveu o primeiro equipamento de aquecimento por micro-ondas do mundo, solucionando o problema técnico do vazamento de micro-ondas e permitindo o rápido reaquecimento dos alimentos com baixo consumo de energia.

“Especialmente no que diz respeito ao preparo de alimentos frescos em órbita, desenvolvemos o primeiro forno de circulação de ar quente do mundo. Por meio do controle preciso da temperatura, de um projeto estrutural otimizado e de uma tecnologia combinada de purificação com catalisadores químicos, conseguimos realizar a purificação eficiente da fumaça de cozinha com baixo consumo de energia, tornando possível, pela primeira vez, assar asas de frango, bifes e bolos no espaço”, disse Liu Weibo.

Em novembro de 2025, as tripulações das naves Shenzhou-21 e Shenzhou-20 se encontraram com sucesso na estação espacial chinesa. Durante o período em que trabalharam e viveram juntas em órbita, elas colocaram oficialmente em operação o forno de circulação de ar quente levado à estação pela nave Shenzhou-21, comendo pela primeira vez asas de frango e bifes assados em sua “casa no espaço”. Foi a primeira vez que a “cozinha espacial” da estação espacial chinesa ganhou um “forno”, permitindo o preparo e o cozimento de alimentos em órbita.

Segundo informações, a variedade de alimentos disponíveis aos astronautas já foi ampliada para quase 200 tipos, enquanto o ciclo do cardápio das missões foi estendido para 10 dias. Foram também superados diversos desafios tecnológicos relacionados à engenharia tradicional de alimentos, ao encapsulamento de probióticos de alta eficiência, à liofilização em gradiente e à conservação de frutas e hortaliças frescas.

Com isso, tornou-se possível assar e processar em órbita vegetais frescos, castanhas, bolos e carnes, além de produzir iogurte por fermentação no espaço, melhorando significativamente a experiência e a frequência de alimentação das tripulações.

“Nos últimos anos, a ‘cozinha espacial’ da estação espacial chinesa tem recebido continuamente novos equipamentos e aprimorado de forma constante as condições de vida dos astronautas em órbita. A variedade, textura, sabor, cor e valor nutricional dos alimentos espaciais estão cada vez melhores, e a vida dos chineses no espaço está ficando cada vez mais repleta de elementos da vida cotidiana”, disse Liu Weibo.

Com o tema “Forjar pessoas, forjar equipamentos e criar com inteligência o futuro”, a conferência é organizada pelo Centro de Pesquisa e Treinamento de Astronautas da China, pelo Laboratório Nacional de Engenharia de Medicina Aeroespacial e pelo Laboratório Nacional de Engenharia de Fatores Humanos. O evento concentra-se em questões científicas fundamentais, inovação tecnológica e aplicações de engenharia de medicina aeroespacial, buscando oferecer novas ideias para a garantia da saúde no espaço e o desenvolvimento da exploração do espaço profundo.

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