Número de mortos sobe para 68 devido às fortes chuvas no sudeste do Brasil, com 5 ainda desaparecidos

Fonte: Xinhua    28.02.2026 13h35

O número de mortos subiu para 68 pelas chuvas torrenciais que atingem desde o início da semana a Zona da Mata, em Minas Gerais (sudeste), enquanto cinco pessoas continuam desaparecidas, segundo o último balanço divulgado pelas autoridades locais.

Do total de mortes, 62 foram registradas no município de Juiz de Fora, a área mais atingida pelas tempestades, enquanto outras seis ocorreram na cidade de Ubá, também severamente impactada por enchentes e deslizamentos de terra provocados pelas chuvas extremas.

De acordo com o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, o número de mortos inclui tanto pessoas encontradas mortas nos escombros quanto vítimas que foram resgatadas com vida, mas que posteriormente faleceram em hospitais devido à gravidade dos ferimentos.

As buscas e os esforços de resgate continuam em ambas as cidades, onde pelo menos três pessoas ainda estão desaparecidas em Juiz de Fora e duas em Ubá, enquanto as equipes de emergência trabalham em diferentes frentes para localizar possíveis sobreviventes entre as casas destruídas por deslizamentos de terra.

O desastre foi causado por fortes chuvas entre a noite de segunda-feira e a manhã de terça-feira, que saturaram o solo e provocaram o transbordamento de rios, além de múltiplos deslizamentos de terra em áreas urbanas construídas em zonas de alto risco. A situação em Juiz de Fora é a mais crítica, com milhares de pessoas evacuadas ou desabrigadas após perderem suas casas ou serem forçadas a abandoná-las devido ao risco de novos deslizamentos, em meio a alertas das autoridades meteorológicas de que a chuva deve continuar nos próximos dias.

O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) mantém alertas hidrogeológicos para diversos municípios da região devido às condições críticas de drenagem urbana e à persistente saturação do solo, fatores que aumentam o risco de novas inundações e enchentes repentinas.

Autoridades estaduais e federais mobilizaram equipes de defesa civil, forças de segurança e pessoal médico para auxiliar a população afetada, enquanto os esforços de limpeza, resgate e avaliação de danos continuam em um dos piores desastres relacionados ao clima registrados recentemente em Minas Gerais.

(Web editor: Beatriz Zhang, Renato Lu)
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