Brasil supera metas de agricultura de baixo carbono em 52%

Fonte: Xinhua    07.04.2026 14h33

O Plano ABC do Brasil, voltado para a promoção da agricultura de baixo carbono, superou suas metas para a primeira década em 52% e pretende atingir 72,68 milhões de hectares com práticas sustentáveis até 2030, segundo dados oficiais divulgados na segunda-feira pela imprensa local.

Entre 2010 e 2020, o programa atingiu 54 milhões de hectares, superando a meta inicial de 35,5 milhões. Em uma segunda fase, projeta alcançar 72,68 milhões de hectares entre 2020 e 2030 por meio de práticas como a restauração de pastagens degradadas, plantio direto, integração de lavouras, pecuária e silvicultura, além do uso de bioinsumos e sistemas de irrigação.

O programa é implementado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), estatal vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária, e um de seus principais instrumentos é a concessão de créditos para financiar a adoção dessas tecnologias.

Em sua primeira fase, o Plano ABC desembolsou 32,27 bilhões de reais (aproximadamente US$ 6,26 bilhões) por meio de 38.300 contratos.

O plano faz parte da estratégia nacional para reduzir as emissões de gases de efeito estufa no setor agropecuário, promovendo práticas de produção mais sustentáveis.

Segundo Alexandre Nepomuceno, CEO da Embrapa Soja, essa abordagem implica uma mudança no modelo de produção.

"A agricultura brasileira não é parte do problema, mas sim parte da solução para o enfrentamento das mudanças climáticas", disse Nepomuceno à CNN. A agricultura de baixo carbono engloba técnicas que reduzem as emissões sem comprometer a produtividade das lavouras, por meio de ações voltadas à manutenção do carbono no solo e até mesmo à sua captura da atmosfera.

No Brasil, o plantio direto já é praticado em aproximadamente 70% das áreas agrícolas, segundo a Embrapa.

Dados da Embrapa Soja indicam que o aumento da produtividade impediu a expansão da fronteira agrícola nas últimas décadas. Entre 1990 e 2025, cerca de 50 milhões de hectares deixaram de ser cultivados graças a esses avanços.

Nesse contexto, a soja se destaca como um dos principais exemplos de aplicação dessas práticas no Brasil.

O Brasil, um dos maiores produtores de alimentos do mundo e a principal economia da América Latina, estabeleceu metas para reduzir as emissões no setor agrícola e acabar com o desmatamento na Amazônia até 2030.

(Web editor: Beatriz Zhang, Renato Lu)
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