Brasil deve estender subsídio à gasolina em meio ao agravamento da situação no Oriente Médio

Fonte: Xinhua    10.07.2026 13h17

O governo brasileiro deve adiar o fim do subsídio à gasolina anunciado na semana passada devido aos novos ataques dos EUA ao Irã e ao potencial bloqueio do Estreito de Ormuz, disse o ministro da Fazenda, Dario Durigan, nesta quinta-feira.

A deterioração da situação no Oriente Médio está levando o governo a adotar uma abordagem cautelosa, segundo o ministro, e a retirada do subsídio será reavaliada.

"Ontem, o petróleo subiu novamente para US$ 80, e é por isso que temos que abordar a retirada do subsídio com cautela", disse Durigan em entrevista a uma rádio local.

"Eu ia anunciar a retirada do subsídio à gasolina esta semana, mas vou analisar na próxima semana porque o preço da gasolina já está tendo um impacto diferente do que eu havia previsto", afirmou.

Na quinta-feira, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) decidiu manter o imposto de 12% sobre as exportações de petróleo por mais 60 dias. A decisão visa garantir condições adequadas de refino no país e proteger o mercado interno de uma potencial escassez de combustível, segundo o governo.

A decisão foi tomada em função das recentes mudanças no cenário externo, especialmente após a deterioração do ambiente geopolítico no Oriente Médio.

Nesta quarta-feira, os Estados Unidos atacaram mais de 90 alvos militares no Irã, pondo fim ao frágil cessar-fogo acordado entre as duas nações.

A retomada dos ataques pode levar a um novo bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa aproximadamente um quinto do petróleo mundial, elevando novamente o preço do barril.

Em março, o governo brasileiro anunciou um pacote de subsídios ao diesel em resposta aos aumentos de preços causados pela guerra no Irã e pela ameaça de uma greve de caminhoneiros no Brasil. Um imposto único sobre a exportação de petróleo bruto compensou as medidas.

(Web editor: 张荣, Renato Lu)
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