De chaveiros a telas de VAR, fabricação chinesa entrou em campo na Copa do Mundo 2026 da FIFA

Fonte: Xinhua    13.07.2026 13h46

Em 11 de junho, sob os holofotes da cerimônia de abertura da Copa do Mundo, dois bonecos Labubu em tamanho real, vestindo camisas de futebol, ergueram juntos uma réplica do troféu da competição. Os brinquedos, da marca chinesa Pop Mart, eram apenas uma nota de rodapé no vasto mapa da "fabricação chinesa" que permeia este torneio.

Enquanto 48 seleções disputam partidas em 16 cidades da América do Norte, a presença da indústria chinesa se manifesta em múltiplas camadas -- dos chaveiros às telas de Árbitro Assistente por Vídeo (VAR), passando pelos ônibus elétricos que circulam pelas ruas da Cidade do México.

Em um centro comercial de Manhattan, uma loja oficial da FIFA exibe em suas prateleiras cachecóis, camisetas, bolas em miniatura e chaveiros com estampas de jogadores -- muitos deles com a etiqueta "Made in China". Segundo um funcionário da loja, os itens mais vendidos são bonés e broches com o logotipo da Copa de 2026, e o fluxo de clientes é intenso diariamente.

A origem da maior parte desses produtos está no Mercado Internacional de Comércio de Yiwu, na província de Zhejiang -- o maior mercado atacadista de pequenas mercadorias do mundo, onde fabricantes locais receberam pedidos de compradores internacionais já no início de 2025 para garantir a chegada à América do Norte antes do torneio. Além de Yiwu, porém, fábricas em cidades chinesas incluindo Guangdong, Qingdao e Xiamen também assumiram fatias significativas da produção.

Em campo, elementos chineses também chamam atenção. A bola oficial da Copa do Mundo 2026, chamada "Trionda", foi produzida em uma fábrica na Província de Guangdong, sul da China. Parte das unidades vem equipada com chips inteligentes de fabricação chinesa.

Em 15 de junho, o goleiro de Cabo Verde, Josimar José Evora Dias, usou chuteiras Senda Mendoza Elite, fabricadas pela Xufeng Sports Products em Putian, Província de Fujian, e ajudou sua seleção a arrancar um empate surpreendente por 0 a 0 contra a Espanha.

A fabricação chinesa também chegou à cabine de arbitragem. Segundo o Yahoo, a Hisense é a fornecedora oficial dos monitores de VAR da Copa -- as telas que os árbitros utilizam para revisar lances decisivos. A Lenovo, por sua vez, fornece servidores e dispositivos de IA para os 16 estádios, sustentando a transmissão ao vivo até o sistema de VAR.

O impacto do torneio se estende para além das arenas. Nas três cidades anfitriãs do México -- Cidade do México, Monterrey e Guadalajara -- um total de 115 trens leves fabricados pela China Railway Rolling Stock Corporation transporta diariamente as multidões que se deslocam para os jogos. Dos 800 ônibus elétricos de transporte que estão circulando para levar torcedores entre os locais de jogos, 95% foram fabricados na China.

A conexão entre a fabricação chinesa e a Copa do Mundo já transcende fronteiras geográficas. Os produtos chineses se consolidaram como uma presença estrutural na economia global do esporte, manifestando-se a cada lance, a cada compra, a cada trajeto de torcedor pelas cidades anfitriãs.

(Web editor: 张荣, 符园园)
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