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Vice-presidente do Brasil defende programa de apoio anti-tarifário como ferramenta para fortalecer a economia

Fonte: Xinhua    23.07.2026 14h32

O vice-presidente e ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta quarta-feira que o programa Brasil Soberano 3, anunciado pelo governo para mitigar os efeitos das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos, constitui "um grande instrumento para fortalecer a economia brasileira".

Durante a apresentação do programa, Alckmin afirmou que as medidas permitirão a preservação da atividade produtiva, do emprego e da competitividade das empresas brasileiras diante do novo cenário do comércio internacional.

"O Brasil Soberano 3 é um grande instrumento para fortalecer a economia brasileira", declarou o vice-presidente, enfatizando que o plano combina financiamento, garantias de crédito e apoio a empresas afetadas pelas restrições comerciais dos EUA.

O ministro afirmou que o governo continuará trabalhando para ampliar o acesso dos produtos brasileiros a novos mercados e fortalecer a integração internacional do país por meio de acordos comerciais.

Nesse sentido, ele destacou o progresso das negociações do Mercosul com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) e a União Europeia, bem como a busca por novos destinos para as exportações brasileiras.

Alckmin reiterou ainda que o Brasil permanece aberto ao diálogo com os Estados Unidos, embora tenha enfatizado que o país continuará a defender seus interesses comerciais e a apoiar os setores produtivos nacionais enquanto persistirem as barreiras tarifárias.

O programa Brasil Soberano 3 inclui linhas de crédito e mecanismos de garantia para facilitar o acesso ao financiamento para empresas exportadoras, fornecedores industriais e pequenas e médias empresas impactadas pelas novas tarifas americanas.

O programa Brasil Soberano 3 destina recursos de 18,5 bilhões de reais (US$ 3,7 bilhões). Do total, 15 bilhões de reais (US$ 3 bilhões) serão destinados a novas linhas de crédito para empresas exportadoras, fornecedores em cadeias industriais e setores estratégicos, enquanto 3,5 bilhões de reais (US$ 700 milhões) financiarão um mecanismo de garantia para facilitar o acesso ao crédito para micro, pequenas e médias empresas afetadas pelas novas tarifas americanas.

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