Brasil assina acordo de US$ 1 bilhão com o BID para combater o crime organizado

Fonte: Xinhua    06.08.2026 13h27

O Brasil assinou na quarta-feira um memorando de entendimento com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) que mobilizará até 5 bilhões de reais (aproximadamente US$ 1 bilhão) para fortalecer os esforços de combate ao crime organizado, no âmbito da Cúpula da Aliança para a Segurança, a Justiça e o Desenvolvimento, realizada em Brasília.

O acordo foi assinado pelo presidente do BID, Ilan Goldfajn, e pelo ministro da Justiça e Segurança Pública do Brasil, Wellington Lima e Silva. O Brasil também assumiu a presidência Pro Tempore da Aliança pelos próximos 12 meses.

O memorando prevê apoio técnico e financeiro para a implementação do programa governamental "Brasil Contra o Crime Organizado", que se concentra em quatro áreas principais: fortalecimento das investigações de homicídios, melhoria da segurança no sistema prisional, combate ao financiamento de organizações criminosas e enfrentamento do tráfico de armas, munições, acessórios e explosivos.

Como parte da cooperação, o BID também destinará 2 milhões de reais (aproximadamente US$ 387 mil) em assistência técnica para fortalecer as capacidades institucionais do país em segurança pública.

Goldfajn afirmou que a aliança com o Ministério da Justiça e Segurança Pública representa "um passo importante para fortalecer a segurança e combater o crime organizado em áreas cruciais para o Brasil" e reiterou que o desenvolvimento sustentável exige segurança "em todas as suas dimensões". Ele acrescentou que a presidência brasileira da Aliança representa uma oportunidade para promover iniciativas regionais e fortalecer as instituições diante do desafio imposto pelo crime organizado.

Por sua vez, o ministro Wellington Lima e Silva observou que a agenda de segurança pública do Brasil está alinhada aos pilares da Aliança, que se baseiam em inteligência, integração institucional e no enfraquecimento financeiro das organizações criminosas. Segundo o ministro, as ações realizadas nas fronteiras, nos presídios e nas investigações de homicídios fazem parte da mesma estratégia que o Brasil busca expandir junto a seus parceiros na América Latina e no Caribe.

Durante a cúpula, foi anunciada a incorporação da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) à Força-Tarefa de Resposta Rápida contra a Violência e o Crime Organizado da Aliança. A iniciativa começará com um programa piloto no Brasil, apoiado por mais de 500 mil reais (aproximadamente US$ 97 mil) em cooperação técnica, com o objetivo de avaliar sua futura implementação em outros países da região.

A cúpula, realizada pela primeira vez no Brasil, reúne ministros e autoridades de mais de 20 países da América Latina e do Caribe, bem como representantes de organizações internacionais, com o objetivo de fortalecer a cooperação regional diante da ascensão do crime organizado transnacional.

(Web editor: 张荣, Renato Lu)
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