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Missão Desbloqueada | Episódio 6: Como um mural sai de uma caverna?

Fonte: Diário do Povo Online    17.08.2026 13h09

Por Xu Jingwen

Nota do editor: “Missão Desbloqueada” utiliza histórias reais e cenas do cotidiano para explicar a lógica de desenvolvimento por trás do 15º Plano Quinquenal da China. Por meio de relatos sobre indústrias, pessoas e experiências vividas, a série oferece ao público global uma visão mais acessível e próxima sobre a próxima etapa do desenvolvimento da China.

No episódio 6 de “Missão Desbloqueada”, Mina chega ao Centro de Exposições Digitais das Grutas de Mogao, em Dunhuang, onde não consegue entrar na Caverna 285, porque todos os horários disponíveis já estão reservados.

Seguindo uma fita luminosa que surge de um mural com uma apsara voadora, ela entra em um centro de produção de cavernas digitais. Ali, descobre que a digitalização envolve muito mais do que simplesmente fotografar murais antigos. O processo preserva não apenas suas cores e detalhes intrincados, mas também a luz, o espaço e a sensação de passagem do tempo no interior das cavernas.

Por meio de exposições imersivas e da tecnologia de realidade virtual (VR), os visitantes podem olhar para o teto em caixotões, aproximar-se das apsaras voadoras e até sentir como se tivessem viajado no tempo para entrar na caverna, contemplando a mesma paisagem que os artesãos viam há mil anos.

Mina percebe que a tecnologia não pretende substituir o patrimônio original, mas dar-lhe asas, permitindo que tesouros culturais imóveis ultrapassem os limites da caverna, cheguem a mais pessoas e despertem um desejo genuíno de preservá-los.

A diretriz do 15º Plano Quinquenal (2026–2030) prevê uma maior integração entre cultura e tecnologia, fortalecendo o desenvolvimento cultural por meio de tecnologias digitais e inteligentes, promovendo a transição para um modelo de desenvolvimento baseado em tecnologia da informação e fomentando novas formas de negócios culturais.

A melhor maneira de preservar o patrimônio nunca foi congelá-lo no passado. É permitir que ele atravesse mil anos para falar às pessoas de cada época. Quando uma pincelada antiga ainda consegue chamar a atenção de alguém nos dias de hoje, isso já é prova suficiente de que o passado nunca desaparece de verdade.

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