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China insta EUA a deixarem de ameaçar empresas chinesas de IA com sanções

Fonte: Xinhua    28.07.2026 13h23

A China instou, na segunda-feira, os Estados Unidos a parar de difamar as empresas chinesas de inteligência artificial (IA) e de ameaçá-las com sanções, dizendo que tais ações carecem de fundamentos factuais e jurídicos e constituem uma forma típica de hegemonia em IA.

Um porta-voz do Ministério do Comércio da China fez essas declarações em resposta a notícias de que algumas autoridades de alto escalão dos EUA pediram publicamente a abertura de investigações contra empresas chinesas de IA por supostamente "destilarem" modelos avançados dos EUA e que poderiam impor sanções contra elas com base em alegações como o suposto "roubo de propriedade intelectual dos EUA".

A China tem se oposto consistentemente à prática dos EUA de politizar e instrumentalizar assuntos científicos, tecnológicos, econômicos e comerciais, bem como à difamação e à imposição de sanções a empresas chinesas sob todos os tipos de pretextos infundados, declarou o porta-voz.

Os Estados Unidos ignoraram fatos como os modelos de IA desenvolvidos por empresas chinesas relevantes terem datas de lançamento muito próximas às dos modelos norte-americanos e alguns modelos chineses já terem alcançado níveis de capacidade líderes, apontou o porta-voz.

A inovação não é domínio exclusivo de nenhuma das partes, enfatizou o porta-voz.

As empresas chinesas de IA vêm se dedicando profundamente à pesquisa básica há muito tempo. Elas têm atribuído igual importância à autossuficiência e ao fortalecimento científico e tecnológico, bem como à abertura e à cooperação; têm defendido o princípio da ampla consulta, da contribuição conjunta e de benefícios compartilhados; e têm promovido o rápido desenvolvimento das tecnologias de IA. Elas têm obtido avanços em um número cada vez maior de áreas, incluindo capacidades de codificação de ponta, segundo o porta-voz.

Entende-se que muitas empresas norte-americanas de IA têm utilizado modelos chineses para destilação no decorrer de suas atividades de pesquisa, desenvolvimento e treinamento, disse o porta-voz.

Notavelmente, muitas empresas da comunidade empresarial dos EUA se opuseram publicamente às ameaças dos EUA de impor sanções às empresas chinesas de IA. Quase 200 startups americanas instaram o governo dos EUA a não bloquear o acesso a modelos chineses de código aberto, argumentando que tal medida enfraqueceria a competitividade das empresas americanas. Algumas grandes corporações multinacionais americanas disseram que a destilação de modelos é uma técnica amplamente utilizada em todo o setor e que as empresas americanas deveriam ter permissão para usar modelos chineses de IA de código aberto, segundo o porta-voz.

A China insta os Estados Unidos a darem ouvidos às vozes objetivas e racionais das comunidades empresariais dos dois países, a abandonarem sua mentalidade hegemônica e a pararem de difamar as empresas chinesas e ameaçá-las com sanções, disse o porta-voz.

A China tomará todas as medidas necessárias em resposta a qualquer ação que cause dano material aos seus interesses e salvaguardará resolutamente seus direitos e interesses legítimos e legais, afirmou o porta-voz.

A China espera que os Estados Unidos implementem sinceramente o consenso alcançado pelos chefes de Estado dos dois países, trabalhem com a China na mesma direção, fortaleçam o diálogo e a comunicação sobre IA, promovam conjuntamente o uso da IA para o bem e para o progresso, e impulsionem e melhorem a governança da IA em benefício de ambos os países e do resto do mundo, disse o porta-voz.

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