O Ministério do Comércio da China urgiu, na segunda-feira, os Estados Unidos a corrigirem suas práticas erradas e a revogarem inteiramente as medidas tarifárias unilaterais que impuseram sob o pretexto do chamado "trabalho forçado".
As declarações foram feitas por um porta-voz do ministério em resposta a uma pergunta da mídia sobre a recente imposição pelos EUA de tarifas adicionais da Seção 301 a 60 economias, incluindo a China, na sequência de uma investigação relacionada ao "trabalho forçado".
A China sempre se opõe ao trabalho forçado e estabeleceu uma legislação trabalhista e uma estrutura regulatória abrangentes, disse o porta-voz, ressaltando que o país está determinado a prevenir e combater as práticas de trabalho forçado. Em contrapartida, os Estados Unidos ainda não ratificaram a Convenção do Trabalho Forçado de 1930 e há muito tempo manipulam a questão do "trabalho forçado", acrescentou o porta-voz.
Desta vez, os Estados Unidos mais uma vez iniciaram uma investigação sob a Seção 301 e impuseram tarifas unilaterais sob o pretexto de "trabalho forçado". Trata-se de um ato típico de unilateralismo e protecionismo, ao qual a China se opõe firmemente, manifestou o porta-voz.
O lado norte-americano tem reiterado sua intenção de utilizar as tarifas da Seção 301 como substitutas das tarifas impostas nos termos da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional -- que foram anuladas --, bem como da sobretaxa de importação da Seção 122. Nas consultas econômicas e comerciais entre a China e os Estados Unidos, os Estados Unidos assumiram o compromisso claro de que quaisquer tarifas adicionais substitutivas sobre produtos chineses não excederiam 20%.
Atualmente, as tarifas adicionais de substituição impostas pelos Estados Unidos sobre produtos chineses estão em 12,5%, enquanto as contramedidas da China contra a primeira rodada das chamadas tarifas sobre o fentanil e as tarifas recíprocas impostas pelos Estados Unidos continuam em vigor, informou o porta-voz.
Os Estados Unidos devem corrigir suas práticas erradas e revogar totalmente as medidas tarifárias unilaterais em questão, acrescentou o porta-voz.
A China continuará acompanhando de perto e realizando uma avaliação abrangente das medidas subsequentes dos EUA, e se reserva o direito de tomar todas as medidas necessárias, disse o porta-voz.
A China está disposta a continuar o diálogo e as consultas com os Estados Unidos com base no respeito mútuo, na igualdade e no benefício mútuo, com o objetivo de abordar as preocupações de ambas as partes, proferiu o porta-voz.
A China espera que os Estados Unidos trabalhem em conjunto com a China na mesma direção, disse o porta-voz, apelando a esforços conjuntos para defender e implementar o consenso alcançado nas consultas econômicas e comerciais. As duas partes devem continuar a ampliar a cooperação, dando assim maiores contribuições para a construção de uma relação bilateral construtiva de estabilidade estratégica, apontou o porta-voz.